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  • SBM divulga novo vídeo institucional

    Produção destaca ações da Sociedade em prol da Matemática no Brasil Fundada em 1969, a Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) é uma entidade civil, de caráter cultural e sem fins lucrativos. Nestes 53 anos de existência, buscou sempre apoiar, incentivar e fomentar a pesquisa e o conhecimento sobre a Matemática por todas as partes do país. Para apresentar à sociedade tudo o que fez e faz pela área da Matemática, a SBM produziu um novo vídeo institucional que resume as atividades da Sociedade. Assista ao novo institucional da SBM: https://www.youtube.com/watch?v=p6NAhZxOJ3Y Nós não enxergamos a Matemática como algo complexo e nem de difícil acesso. A enxergamos com admiração. É a ciência que responde e soluciona, é o alicerce de diversos grandes feitos, é a ponte entre a ciência e os seus cientistas. Por aqui, temos como principais finalidades congregar os matemáticos e professores de Matemática do Brasil, estimular a realização e divulgação de pesquisa de alto nível em Matemática, contribuir para a melhoria do ensino de Matemática em todos os níveis, estimular a disseminação de conhecimentos de Matemática na sociedade e incentivar e promover o intercâmbio entre os profissionais de Matemática do Brasil e do exterior. Além disso, temos como objetivo zelar pela liberdade de ensino e pesquisa, bem como pelos interesses científicos e profissionais dos matemáticos e professores de Matemática no país, contribuindo para o constante aprimoramento de altos padrões de trabalho e formação científica em Matemática no Brasil e oferecendo assessoria e colaboração, na área de Matemática, visando o desenvolvimento nacional. Estamos sediados na cidade do Rio de Janeiro, no prédio do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA). Em nossas salas, guardamos incontáveis relíquias da nossa querida área de conhecimento. São indagações, pesquisas, descobertas, publicações e obras que se tornaram referência, como a coleção “Professor de Matemática”, que orienta alunos e professores através da mesma genialidade de outra centena de livros que se tornaram best-sellers e referências. Na SBM, temos um dos treinamentos mais importantes para a Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), uma das mais relevantes competições da área no país. A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), projeto nacional que estimula o estudo da matéria e identifica talentos na área, conta com nosso apoio direto. Criamos, em parceria com a Sociedade Brasileira de Matemática Aplicada e Computacional (SBMAC), a Comissão de Gênero e Diversidade, que busca propor iniciativas que diminuam as diferenças de gênero e raça. Também temos o olhar voltado para o público feminino desde cedo, com suporte para o Torneio Meninas na Matemática (TM²). Uma outra iniciativa de sucesso é o PROFMAT, o Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional. Ele é voltado aos professores da educação básica, especialmente de escolas públicas, e que busquem aprimoramento profissional. A iniciativa é um completo sucesso, e já conta com 6300 titulados espalhados em diversos campi do país. Com 82 instituições associadas em mais de 100 cidades, organizamos e apoiamos uma série de eventos. Desde 2002, em anos pares, ocorre a Bienal de Matemática. Além disso, realizamos Colóquios regionalizados, passando por todas as cinco grandes regiões do país. São projetos e eventos essenciais não só para a disseminação da Matemática, mas também para o aumento da troca de conhecimento, extensão de conexões e criação de novas oportunidades para os nossos pesquisadores. Conexões essas que, atualmente, já perpassam a barreira nacional. Através das joint meetings, pesquisadores brasileiros e do exterior realizam trabalhos em colaboração que permitem um conhecimento ainda mais amplo sobre os mais diferentes temas. Nós honramos o talento e esforço dos nossos pesquisadores não apenas com incentivos e apoios, mas também com premiações. Temos o Prêmio SBM, voltado para o melhor artigo de pesquisa publicado recentemente por jovem pesquisador brasileiro; o Prêmio Elon Lages Lima, que promove e estimula a produção bibliográfica nacional em Matemática e Aplicações; e também o Prêmio Gutierrez, responsável por reconhecer a melhor tese de doutorado na área de matemática defendida em nosso país. Tal qual a proporção áurea, estamos por toda parte. As possibilidades para nós, ao lado da Matemática, são infinitas. Ajude a SBM A Sociedade Brasileira de Matemática agora conta com um mecanismo para os apoiadores ajudarem nas atividades e na sobrevivência da organização. Você pode doar qualquer valor através do endereço https://doacoes.sbm.org.br/ e dar suporte à SBM em seus diversos projetos. Este suporte contribui diretamente para que o Brasil permaneça no grupo 5 da União Matemática Internacional (IMU), garantindo voz nas decisões mundiais e dando maior prestígio e reconhecimento aos nossos pesquisadores. A IMU organiza o maior congresso de matemática do mundo (ICM), realiza atividades globais no Dia Internacional da Matemática e é responsável pela medalha Fields, considerada o Prêmio Nobel da área da Matemática. Além disso, estando no grupo 5, o Brasil é agraciado com mais bolsas no ICM. Para o evento de 2022, o país foi contemplado com mais de 100 bolsas, dentre as 1000 disponíveis para o mundo inteiro. Fortalecer a SBM também é permitir que ela promova mais ações eficientes em nível nacional para melhorar a formação em matemática no ensino básico. Essa é uma das principais missões da entidade. O financiamento também fomenta a Sociedade a participar como membro constituinte da União Matemática da América Latina e Caribe (UMALCA) e continuar apoiando o Torneio Meninas na Matemática, uma competição dirigida às alunas do Ensino Fundamental e Médio das escolas públicas e privadas de todo o Brasil. Faça sua doação e fortaleça a comunidade matemática no Brasil e no mundo!

  • Faça a diferença para a SBM e para a comunidade matemática no Brasil e no exterior

    Qualquer pessoa pode doar e ajudar a financiar ações que visam o fortalecimento da SBM e da comunidade matemática no Brasil e no exterior A Sociedade Brasileira de Matemática agora conta com um mecanismo para os apoiadores ajudarem nas atividades e na sobrevivência da organização. Você pode doar qualquer valor através do site https://sbm.org.br/doacoes/ e dar suporte à SBM em seus diversos projetos. Fundada em 1969, a SBM é uma associação civil, de direito privado e sem fins lucrativos que tem como principais objetivos congregar os matemáticos e professores do Brasil, estimular e divulgar pesquisas de alto nível e contribuir para a melhoria do ensino matemático em todos os níveis. Doando, o público contribui para manter o Brasil no grupo 5 da União Matemática Internacional (IMU), instituição que organiza o maior congresso de matemática do mundo (ICM), realiza atividades globais no Dia Internacional da Matemática e é responsável pela medalha Fields, considerada o Prêmio Nobel da área da matemática. Estar no grupo 5 do IMU significa ter mais votos na Assembléia Geral da entidade, garante voz nas decisões mundiais em relação à área da matemática e confere maior reconhecimento e prestígio aos nossos pesquisadores na comunidade científica internacional. Além disso, o Brasil é agraciado com mais bolsas no ICM. Para o evento de 2022, o país foi contemplado com mais de 100 bolsas, dentre as 1000 disponíveis para o mundo inteiro. Fortalecer a SBM também é permitir que ela promova mais ações eficientes em nível nacional para melhorar a formação em matemática no ensino básico. Essa é uma das principais missões da entidade. O financiamento também fomenta a Sociedade a participar como membro constituinte da União Matemática da América Latina e Caribe (UMALCA) e continuar apoiando o Torneio Meninas na Matemática, uma competição dirigida às alunas do Ensino Fundamental e Médio das escolas públicas e privadas de todo o Brasil. Conheça e acompanhe as ações da SBM através do portal: https://sbm.org.br e do Instagram: @sbmatematica. Faça sua doação e fortaleça a comunidade matemática no Brasil e no mundo! Clique aqui para realizar sua doação!

  • Inscrições X Bienal de Matemática SBM

    Estamos retomando as inscrições da X Bienal de Matemática da SBM. As inscrições começam hoje, 01/11/2021 e terminam dia 30/04/2022.O evento será presencial na Universidade Federal do Pará – Belém entre os dias 20 e 24 de junho de 2022. Inscrições em https://sbm.org.br/bienal/inscricao/

Notícias

  • 19ª edição da Assembleia Geral da IMU será realizada na próxima semana

    Evento ocorrerá na Finlândia e contará com delegação brasileira Nos próximos dias 3 e 4 de julho, será realizada a 19ª Assembleia Geral da União Matemática Internacional (IMU). O evento será sediado na cidade de Helsinque, na Finlândia, e irá reunir matemáticos de todo o mundo para tomar decisões cruciais para a área, como o local de realização do próximo Congresso Internacional de Matemáticos (ICM) e da próxima Assembleia Geral e a formação dos membros do Comitê Executivo da entidade. A delegação brasileira será chefiada pela Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), Jaqueline Mesquita (UnB). Junto a ela, estarão presentes Maria José Pacífico (UFRJ), Miriam da Silva Pereira (UFPB), Yoshiharu Kohayakawa (USP) e Yuri Lima (UFC).  Segundo Jaqueline, a representatividade brasileira no evento é crucial. “O Brasil tem direito a cinco membros na Assembleia, que é o maior número possível, e é um dos únicos países em desenvolvimento que está no grupo 5. É muito importante essa representação, porque são várias tomadas de decisão na Assembleia. Como essa potência em Matemática, inclusive com medalhista Fields e pesquisas de ponta na área, é muito importante que a presença brasileira seja refletida nesse momento, na Assembleia, que é um momento de grande importância para a área. Além disso, estamos muito felizes por levar membros de grupos diversos para representar o Brasil. Assim como na Assembleia em 2018, seremos três mulheres na delegação”, pontuou. Desde 2018, o Brasil é Grupo 5 da IMU, considerado o maior nível de qualidade Matemática no mundo. Maria José explicou um pouco sobre a pauta que será seguida no evento. Entre os documentos que serão analisados, constam a prestação de contas deste quadriênio e as propostas para o quadriênio 2022/2026, tanto do ponto de vista das atividades que deverão ser desenvolvidas como a preparação para o próximo Congresso Internacional de Matemáticos (ICM). Também serão votados o Presidente e a composição dos comitês envolvidos no ICM para o próximo quadriênio. O colégio eleitoral é constituído pelos delegados, que por sua vez são em número correspondente ao grupo do país. O Brasil, pertencendo ao Grupo 5, tem cinco votos em cada categoria. Os países nos Grupos 3, 4 e 5 têm força de mudar alguma direção pré-estabelecida para uma apresentada no momento.  “Meus colegas nessa missão certamente estão se preparando para cumpri-la de modo imparcial e sempre priorizando a meritocracia, que é uma das linhas-mestres seguidas pela academia”, afirmou Maria. Participando pela primeira vez de um evento desta magnitude, Yuri Lima falou sobre a responsabilidade de representar o Brasil internacionalmente. “Com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades. Fazendo parte do Grupo 5 da IMU, isso traz um respaldo maior para nós como país. Me sinto muito honrado e feliz por fazer parte dessa delegação e tentarei representar da melhor e mais coesa maneira junto a meus companheiros”, disse ele. Já para Miriam, é muito animador fazer parte da Assembleia. “Poder participar de um evento desta natureza traz grandes expectativas, uma vez que reúne representantes da Matemática de diversos países, com diferentes culturas, necessidades e anseios. Acredito que será uma oportunidade ímpar para participar de discussões e decisões sobre questões centrais em Matemática Pura e Aplicada numa das mais importantes reuniões destas áreas de pesquisa”, avaliou. A pesquisadora ainda comentou sobre como se sentiu ao ser convidada para a Assembleia e explicou sua preparação para o encontro. “Inicialmente, foi uma honra receber o convite para participar deste evento. No momento, as atividades estão principalmente concentradas em resolver as questões práticas e burocráticas para a viagem, além de me atualizar sobre os assuntos que serão abordados nos grupos de trabalhos e atividades previstas”, concluiu. Os dias seguintes à Assembleia Geral da IMU também reservam atividades importantes para a área da Matemática. No dia 5 de julho, será realizada a cerimônia de entrega da Medalha Fields. Já no dia 6 os medalhistas oferecerão palestras, que serão acompanhadas pelos membros da delegação brasileira em Helsinque. Além deles, estarão presentes para as atividades outros dois representantes da Matemática brasileira: os professores Paolo Piccione (USP), Presidente da SBM e membro do Comitê Executivo da IMU, e Carolina Araujo (IMPA), Vice-Presidente do Comitê para Mulheres na Matemática (CWM) da IMU. Confira a programação completa da Assembleia Geral da IMU: IMU_GA_2022_AgendaBaixar Sobre a IMU A União Matemática Internacional (IMU) foi fundada em 1920 e existe em sua forma atual desde 1951. É uma organização científica internacional não governamental e sem fins lucrativos, com o objetivo de promover a cooperação internacional em matemática, apoiando e auxiliando o Congresso Internacional de Matemáticos (ICM), que é organizado a cada quatro anos, e outras reuniões ou conferências científicas internacionais, e incentivando e apoiando atividades matemáticas internacionais consideradas suscetíveis de contribuir para o desenvolvimento da ciência matemática em qualquer de seus aspectos – puro, aplicado ou educacional. Legalmente, a IMU é uma associação sem personalidade jurídica, reconhecida como uma organização de caridade na Alemanha. As atividades em curso sobre a IMU são publicadas nos Boletins da IMU e no boletim bimestral IMU-Net, ao qual podem se subscrever. A IMU tem duas subcomissões: a Comissão Internacional de Instrução Matemática (ICMI) e a Comissão para Países em Desenvolvimento (CDC); uma Comissão Internacional de História da Matemática (ICHM, que é uma comissão intersindical que une a IMU e a Divisão de História da Ciência (DHS) da União Internacional para a História e Filosofia da Ciência (IUHPS)); um Comitê de Informação e Comunicação Eletrônica (CEIC); e um Comitê para Mulheres em Matemática (CWM). Atualmente, 79 países são Membros Plenos da IMU. 

  • Inclusão, trocas de experiência e muita Matemática: veja como foi a X Bienal da SBM

    Evento aproximou matemáticos de todos os níveis e regiões do Brasil Terminou, na última sexta-feira (24), a décima edição da Bienal da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), maior evento da área no Brasil. A Universidade Federal do Pará (UFPA) em Belém foi o palco do encontro, que reuniu, durante toda a semana, pesquisadores, professores e alunos de todos os níveis de ensino e demais interessados na área para dezenas de atividades. A Bienal foi marcada por exposições matemáticas de fato, com pesquisas importantes e avanços de destaque na área, mas também concentrou discussões a respeito do papel social da Matemática. Com as atividades transmitidas ao vivo no canal da SBM no YouTube, essa foi a primeira edição do maior evento de Matemática no Brasil a ser realizada na região norte do país, o que provocou debates a respeito de inclusão em diversos âmbitos. “É muito importante receber um evento dessa magnitude aqui na UFPA. A região da Amazônia tem uma logística bem única, de difícil acesso, e isso mostra que a SBM está olhando para outros lugares do Brasil e dando a oportunidade para que estudantes aqui da Amazônia, do norte do Brasil, possam sonhar um pouco mais, conhecer várias pessoas, adquirir novos conhecimentos, se inspirar e expandir seus horizontes”, comemorou Jonata Neves, aluno de graduação em Matemática e Presidente do Centro Acadêmico de Matemática (CAMAT) da UFPA. Ao todo, foram mais de 1200 inscritos na X Bienal de Matemática – muitos deles alunos de cidades espalhadas pelo Pará. “Eu poderia dizer que 95% desses alunos nunca participaram de uma Bienal de Matemática. A gente sabia que, para muitos deles, essa seria a única oportunidade de participarem desse evento, devido às condições financeiras e até mesmo geográficas aqui do nosso estado. Então, nós ficamos muito felizes quando a Bienal veio para cá pela primeira vez”, comentou o professor João Rodrigues dos Santos Junior, da UFPA, Coordenador do Comitê Organizador da Bienal. “O que a gente mais quer é que esses eventos da Sociedade Brasileira de Matemática, como a Bienal, sejam itinerantes e que passem pelas diferentes regiões, pelas diferentes cidades, justamente para podermos amplificar esse público”, ressaltou Jaqueline Mesquita, Vice-Presidente da SBM. “A Bienal de Matemática é um evento diferente. Um evento voltado para comunidade mesmo, mais ampla do que a comunidade acadêmica. Nós temos uma obrigação, realmente, de planejar atividades que tenham como objetivo e como público-alvo, essas pessoas, professores de ensino médio, professores de ensino básico, alunos de ensino médio também, isso é muito importante. Um dos nossos objetivos também é atrair jovens para nossa disciplina. A matemática é, entre as ciências, uma das mais criativas. E, se tem uma coisa que não falta no Brasil, entre os jovens, é talento e criatividade. Então o Brasil tem tudo para ser um país de grandes matemáticos”, vislumbrou Paolo Piccione, Presidente da SBM. Além da inclusão da região norte no circuito dos eventos de Matemática no Brasil, a Bienal também levantou questões relacionadas à inclusão de gênero e raça na área ao focar na diversidade dos plenaristas e nos temas das palestras e mesas redondas. O professor Agnaldo Esquincalha, da UFRJ, apresentou a palestra “Diferença, Inclusão e Educação Matemática” e comentou sobre as dificuldades de desconstruir a ideia de que a Matemática não deve se envolver com questões sociais. “Entendemos a Matemática como uma ferramenta de leitura e de escrita do mundo. Então, por meio da Matemática, podemos mudar realidades, ‘empoderar’ matematicamente essas minorias. Então é importante que as pessoas saibam Matemática. Quando todo mundo souber matemática, ela vai perder esse status de poder, mas isso é bom, porque todo mundo vai estar no mesmo nível para poder fazer suas construções e as suas modificações na vida por meio da matemática. Isso é fundamental”, analisou. Mulher, preta e moradora de uma comunidade no Rio de Janeiro, Vanessa Miguel, a “Boamática” – alcunha que recebeu por seu trabalho nas redes sociais -, representa diversas minorias em um mundo majoritariamente branco e masculino. Atualmente, é estudante de pós-graduação na UERJ e professora da educação básica, e, por tudo isso, comemorou a oportunidade de participar de um evento que foca em promover a diversidade. “A inclusão precisa ser feita. A Matemática segrega muito. É importante esse movimento de resgate, trabalhar essa parte de descolonização, de decolonialidade, e com o que eu estudo, que é a Boamática, trabalhar com as crianças e levar para elas essa Matemática que está lá no topo, a que só os favorecidos têm acesso, porque preto faz ciência também. Então a gente precisa estar sempre nesses eventos”, resumiu. Atividades variadas A programação da Bienal foi recheada de atividades que contemplaram desde as áreas mais triviais às mais avançadas de Matemática, indo de estratégias de ensino na educação básica até pesquisas acadêmicas na fronteira do conhecimento. Os cinco dias de evento trouxeram palestras plenárias, mesas redondas, minicursos, oficinas, seções de comunicação oral, exibições de pôsteres, exposições da iniciativa Matemática, Tecnologia e Arte em Territórios Múltiplos (MaTeAr) e apresentações culturais, além de espaços para a divulgação de outros projetos e do trabalho de sociedades parceiras. O Presidente da Sociedade Brasileira de Matemática Aplicada e Computacional (SBMAC), Pablo Martin Rodriguez, participou da mesa redonda “Custos e benefícios da formação de um pesquisador em matemática” e salientou a importância do trabalho conjunto entre as Sociedades. “Foi muito bom o espaço cedido pela SBM para que a SBMAC mostre o que está fazendo, as atividades recentes, e essa é uma parceria que continua com os anos. Temos muitas interações em conjunto, muita cooperação, e para nós é bom porque a SBM é uma sociedade bem estabelecida, de importância no nível nacional e internacional, e é bom para reforçar as parcerias das nossas Sociedades”, celebrou. Confira a íntegra das palestras plenárias e das mesas redondas apresentadas na X Bienal de Matemática da SBM! Expectativas alcançadas Os esforços conjuntos entre SBM e UFPA transformaram a X Bienal de Matemática em um sucesso absoluto. Da importância da primeira realização do evento na região norte à execução – Leia Mais –

  • Formação de pesquisadores em Matemática é tema de debate na Bienal da SBM

    Discussões marcaram a última mesa redonda do evento Por que é necessário que pesquisadores em Matemática não fiquem apenas no ambiente universitário e tenham também atuação no setor produtivo? E como realizar essa mudança de mentalidade? Essas foram questões centrais da mesa redonda “Custos e benefícios da formação de um pesquisador em matemática”, a última da X Bienal da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), realizada na Universidade Federal do Pará (UFPA) em Belém. Antes de dar início às discussões, a mediadora da mesa, Walcy Santos, aproveitou o clima de despedida para agredecer ao Comitê Organizador, à equipe técnica da SBM, aos palestrantes e à equipe de apoio pelos serviços prestados na Bienal, que é o maior evento de Matemática do Brasil. Professor da PUC-Rio, Edgard Pimentel deu início à conversa utilizando o contexto da pandemia da Covid-19. “Podemos ser confrontado com emergências de diversas naturezas, e, como país, precisamos estar preparados para responder a esse tipo de emergências. Pode ser um desastre natural, pode ser uma pandemia, pode ser simplesmente a necessidade de movimentar o setor produtivo no país, e isso depende profundamente de pesquisa básica. É preciso saber quais são as demandas do setor produtivo e onde o conhecimento pode entrar”, pontuou. “É preciso valorizar as Ciências Matemáticas como um bem que gera riqueza”, corroborou o José Alberto Cuminato, professor da USP em São Carlos e Diretor do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CEPID-CeMEAI). A Sociedade Brasileira de Matemática Aplicada e Computacional (SBMAC) foi representada pelo seu Presidente, o professor Pablo Martin Rodriguez, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Pablo apresentou um breve histórico, ações, Comitês Temáticos, prêmios, eventos, revistas, publicações e manifestações da SBMAC em defesa da ciência e destacou o papel das sociedades científicas na popularização do conhecimento. “Muitas vezes, vemos as sociedades científicas como algo muito distante, mas, no fundo, somos pessoas. As sociedades científicas não têm fins lucrativos e somos um grupo de pessoas seguindo uma missão comum que é tentar ajudar a fortalecer áreas do conhecimento”, definiu. José Nazareno Gomes, professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e Secretário Regional da Região Norte da SBM, comentou o contexto dos profissionais de Matemática no norte do Brasil e apontou uma importante mudança em curso na região. “Os alunos da região norte que seguem a área acadêmica acabam indo para fora. Agora, isso está mudando um pouco, com o Programa de Pós-Graduação em Matemática da UFPA e da UFAM, que é o único doutorado em Matemática da região norte”, ressaltou. Confira a íntegra da mesa redonda “Custos e benefícios da formação de um pesquisador em matemática” da X Bienal da SBM: https://www.youtube.com/watch?v=3lxwQUSJX1w

  • Mesa redonda na X Bienal da SBM reflete sobre o ensino de Matemática no Brasil

    Atividade marcou o penúltimo dia do evento na UFPA em Belém Nesta quinta-feira (23), a décima edição da Bienal da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), realizada na UFPA em Belém, viveu seu penúltimo dia de atividades. O destaque do dia foi a mesa redonda “Ensino e aprendizagem em matemática”, que discutiu pontos de melhoria na relação entre professores e alunos e na transferência do conhecimento na área. A mesa foi mediada pela professora Walcy Santos, da UFRJ e membra da Diretoria da SBM, e teve como convidados os professores Victor Giraldo, também da UFRJ, Yuriko Baldin, da UFSCar, e Carlos Miguel Ribeiro, da Unicamp. Os três trouxeram reflexões sobre os métodos de ensino de Matemática no Brasil, perpassando do ensino básico ao superior, e apresentaram caminhos de melhoria e da desmistificação da Matemática como uma área que se isola das outras por ser complexa demais. “Precisamos aprender a ensinar que a fobia pela Matemática não é correta. A Matemática é um patrimônio, um tesouro da humanidade”, resumiu Yuriko, que apresentou estratégias e esquematizações para que o processo de ensino contemple todas as etapas do conhecimento. Carlos Miguel também levantou pontos de discussão sobre a atuação dos professores de Matemática em todos os níveis. “Será que nós, professores, nos vemos como professores de Matemática? Ser matemático é ensinar Matemática ou fazer pesquisa em Matemática? Saber fazer não é o suficiente para saber ensinar”, comentou. Um comentário uníssono dos pesquisadores foi a respeito da dificuldade de se conseguir aperfeiçoar o ensino, mesmo com a falsa impressão de que os caminhos são óbvios. “Se para formar um professor bastasse entupi-lo de conteúdo ou de pedagogia, seria fácil. Se o problema fosse simples, já estaria resolvido. A Educação é uma área de pesquisa, assim como a própria Matemática”, refletiu Victor. Confira a íntegra da mesa redonda “Ensino e aprendizagem em matemática” na X Bienal da SBM: https://www.youtube.com/watch?v=n9IT6TWB4vQ

  • Bienal da SBM destaca o papel das redes sociais na Matemática

    Mesa redonda reitera a importância divulgação científica para a sociedade Nesta quarta-feira (22), a X Bienal da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), realizada na Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém, promoveu a mesa redonda “A matemática e as mídias sociais”, que trouxe experiências de pessoas envolvidas com a divulgação científica e atuam nas redes sociais com o objetivo de popularizar a área. A atividade teve como mediador o Diretor do Instituto de Ciências Exatas e Naturais (ICEN) da UFPA, Marcos Diniz, e convidou os professores Julia Jaccoud (IME-USP), Maria Malcher (UFPA), Deborah Raphael (IME-USP) e José Régis Varão Filho (Unicamp) para o debate. Julia e José Régis têm canais no YouTube que tratam a matemática de forma mais leve e lúdica e buscam aproximar da população essa ciência muitas vezes tida como de difícil compreensão. O canal A Matemaníaca, de Julia, conta com mais de 100 mil inscritos e 2,5 milhões de visualizações em seus conteúdos na plataforma. Já Fantástico Mundo Matemático, de José Régis, já bateu quase 200 mil visualizações e têm quase 9 mil assinantes no canal. Os números impressionam e dão a dimensão do potencial de alcance do conteúdo produzido. Segundo Julia, os vídeos são uma forma de contribuir para uma Matemática mais inclusiva. “O que eu quero provocar é uma divulgação científica que extrapole o muro da universidade e que dê um retorno para a sociedade do que a gente faz aqui dentro”, explica. A professora Deborah compartilhou os desafios de realizar a divulgação dos trabalhos desenvolvidos pela Matemateca do IME-USP, da qual faz parte e que tem como objetivo fomentar a divulgação da Matemática para o público em geral e, em particular, para estudantes de todos os níveis de ensino, utilizando recursos instigantes e que concretizam os conceitos da área. “A Matemateca tem um acervo de objetos matemáticos pensados, em primeiro lugar, para os nossos alunos de graduação, que muitas vezes não tinham acesso a certos temas da Matemática. Depois, tivemos experiências de mostrar para crianças, que foram muito bem-sucedidas, e depois para o público em geral”, conta. Os membros da mesa elencaram diversos obstáculos na luta diária pela popularização da matemática a partir das redes sociais. José Régis lembrou que é impossível dedicar-se exclusivamente à produção de conteúdo nesse sentido. “Como docente, entendi que o meu papel é mais comunicar essa vivência da Matemática. Eu tenho esse objetivo e entendo que, com a maneira e o tempo que eu tenho, eu não consigo satisfazer o algoritmo do YouTube”, pontua. As falas dos três matemáticos foram contempladas pela explanação da professora Maria Malcher, especialista na área de Comunicação. Para ela, as redes sociais são um mundo cheio de oportunidades, mas também perigoso. “As redes sociais digitais são novas, mas a sociedade é constituída de redes sociais. Elas eram menos complexas. Hoje, nós temos muita coisa interessante, mas muita complexidade”, analisa. As discussões também permearam possíveis caminhos para avançar com a popularização da Matemática utilizando as redes sociais, além de experiências pessoais de cada pesquisador e seus projetos que buscam levar a Matemática de uma maneira mais palpável a todos os cidadãos. Confira a íntegra da mesa redonda “A matemática e as mídias sociais” na X Bienal de Matemática da SBM: https://www.youtube.com/watch?v=LLMeQDAaCN4

  • Discussões sobre igualdade de gênero marcam segundo dia da Bienal de Matemática

    Mesa redonda aborda desafios e soluções para mulheres da área Seis mulheres. Seis histórias de vida e trajetórias profissionais diferentes, mas com um ponto em comum: as angústias sofridas e os desafios existentes no dia-a-dia e na carreira pelo simples fato de ser mulher. Representando as cientistas brasileiras, em especial as da área de Matemática, as professoras Maité Kulesza (UFRPE), Maria Cristina Santos (UNEB), Juliana Canella (UFPA), Jaqueline Mesquita (UnB) e Miriam Pereira (UFPB), mediadas pela professora Yuriko Baldin (UFSCar), formaram a mesa redonda “Mulheres na matemática: trajetórias, desafios e soluções”, atração da manhã desta terça-feira (21) na X Bienal de Matemática da SBM, realizada no câmpus de Belém da UFPA. A proposta da atividade foi reunir as pesquisadoras, referências nacionais na área da Matemática, para compartilharem com o público suas experiências na vida acadêmica, as lutas diárias pela igualdade de gênero no apoio à pesquisa brasileira e os encontros, eventos e ações das quais têm participado nessa direção. “Para dar reconhecimento a esse papel das mulheres, que, em seu devido tempo, sempre enfrentaram desafios distintos, as conquistas e suas trajetória, é muito importante essa mesa, e nós temos hoje o privilégio de contar com a geração do século XXI, de jovens pesquisadoras, que nos brindam com suas histórias e narrativas de seus desafios”, introduziu Yuriko. Todas as convidadas da mesa dividiram suas vivências, visões e anseios – cada uma apoiada em suas próprias trajetórias, mas convergindo na problemática da necessidade de combater as desigualdades de gênero no Brasil e particularmente na ciência. Confira algumas declarações das palestrantes: A íntegra da mesa redonda “Mulheres na matemática: trajetórias, desafios e soluções” já está disponível no canal da SBM no YouTube. Atividades da Bienal seguem até a próxima sexta-feira As atividades da X Bienal de Matemática vão até a próxima sexta-feira (24), com outras mesas redondas, minicursos, oficinas, atividades de comunicação oral, apresentações de pôsteres, exposições e apresentações culturais. Além disso, o evento conta com oito palestras plenárias com matemáticos de destaque no cenário brasileiro e internacional. A X Bienal de Matemática está sendo transmitida ao vivo no canal da SBM no YouTube e a programação completa está disponível no site oficial do evento.

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