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Destaques

  • Índice de impacto da BBMS aumenta mais uma vez

    Revista é um dos mais importantes periódicos da ciência brasileira Principal publicação de pesquisa da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), o Bulletin of the Brazilian Mathematical Society (BBMS), publicado pela Springer, é a revista científica brasileira mais importante na área da matemática. Mais uma vez, o BBMS recebeu aumento no seu índice de impacto. O Boletim tem como Editor-Chefe o professor Marcelo Viana, Diretor-Geral do IMPA e responsável pelas decisões editoriais e científicas da publicação. Indexado pelo ISI (The Institute for Science Information), a periodicidade do BBMS é de quatro números por ano, com cerca de 180 páginas em cada edição. A fim de facilitar sua circulação em todo o mundo, os manuscritos devem ser submetidos em inglês ou francês. O fator de impacto (IF) é frequentemente utilizado como indicador da importância de um periódico para sua área. É uma medida que reflete o número médio de citações de artigos publicados em periódicos. O IF é comumente usado para avaliar a importância relativa de um periódico dentro de seu campo e para medir a frequência com que o “artigo médio” de um periódico foi citado em um determinado período de tempo. O fator de impacto pode ser calculado após completar o mínimo de 3 anos de publicação. O periódico com maior IF é aquele que publicou os artigos mais citados em um período de 2 anos. O IF aplica-se apenas a periódicos, não a artigos individuais ou a cientistas individuais. De 2017 para cá, o índice da BBMS vem tendo uma crescente acentuada, com o fator de impacto dos últimos cinco anos marcando uma média de 0.869. De 2019 para 2020, o índice saiu da casa dos 0.500 e ultrapassou a barreira dos 1.000, chegando em 2021 na marca de 1.246, com 527 citações ao total e a posição 107 de 332 no ranking de categoria matemática. O Bulletin é publicado pela Sociedade Brasileira de Matemática e distribuído pela Springer Verlag, e conta com um Comitê Editorial de alto nível que inclui dois medalhistas Fields. A revista é de grande aceitação na comunidade matemática internacional. “Um cientista escolhe a revista onde publicar seus resultados em função da qualidade da revista. Revistas melhores atraem artigos melhores, de autores mais conceituados. O IF é um dos parâmetros que podem influenciar a escolha de uma revista. Assim, com o aumento do IF do Bulletin, nosso periódico vai atrair artigos melhores, o que vai dar maior visibilidade à matemática brasileira”, comemora Paolo Piccione, Presidente da SBM. Para ter acesso a todas as informações sobre a revista, como a submissão de artigos para publicação, acesse o site oficial da BBMS. Caso queira conferir os números anteriores do periódico, basta acessar o site da Springer.

  • Comunicado: Loja SBM

    Caros clientes,A loja física da SBM está aberta ao público. A nossa loja fica na própria sede da SBM, localizada dentro do IMPA. Endereço: Estrada Dona castorina, 110 sala 109 – Jardim Botânico, Rio de Janeiro/RJ Horário de funcionamento: de segunda a sexta das 10h às 17h.Telefone para contato: 21 2529-5073Para que seja permitida a entrada no IMPA, é necessário apresentar documento de identidade e o comprovante de vacinação com o esquema vacinal completo. * Não é permitida a visitação a outros setores do Instituto.

  • Faça a diferença para a SBM e para a comunidade matemática no Brasil e no exterior

    Qualquer pessoa pode doar e ajudar a financiar ações que visam o fortalecimento da SBM e da comunidade matemática no Brasil e no exterior A Sociedade Brasileira de Matemática agora conta com um mecanismo para os apoiadores ajudarem nas atividades e na sobrevivência da organização. Você pode doar qualquer valor através do site https://sbm.org.br/doacoes/ e dar suporte à SBM em seus diversos projetos. Fundada em 1969, a SBM é uma associação civil, de direito privado e sem fins lucrativos que tem como principais objetivos congregar os matemáticos e professores do Brasil, estimular e divulgar pesquisas de alto nível e contribuir para a melhoria do ensino matemático em todos os níveis. Doando, o público contribui para manter o Brasil no grupo 5 da União Matemática Internacional (IMU), instituição que organiza o maior congresso de matemática do mundo (ICM), realiza atividades globais no Dia Internacional da Matemática e é responsável pela medalha Fields, considerada o Prêmio Nobel da área da matemática. Estar no grupo 5 do IMU significa ter mais votos na Assembléia Geral da entidade, garante voz nas decisões mundiais em relação à área da matemática e confere maior reconhecimento e prestígio aos nossos pesquisadores na comunidade científica internacional. Além disso, o Brasil é agraciado com mais bolsas no ICM. Para o evento de 2022, o país foi contemplado com mais de 100 bolsas, dentre as 1000 disponíveis para o mundo inteiro. Fortalecer a SBM também é permitir que ela promova mais ações eficientes em nível nacional para melhorar a formação em matemática no ensino básico. Essa é uma das principais missões da entidade. O financiamento também fomenta a Sociedade a participar como membro constituinte da União Matemática da América Latina e Caribe (UMALCA) e continuar apoiando o Torneio Meninas na Matemática, uma competição dirigida às alunas do Ensino Fundamental e Médio das escolas públicas e privadas de todo o Brasil. Conheça e acompanhe as ações da SBM através do portal: https://sbm.org.br e do Instagram: @sbmatematica. Faça sua doação e fortaleça a comunidade matemática no Brasil e no mundo! Clique aqui para realizar sua doação!

Notícias

  • Aberto prazo de submissão de propostas de minicursos no 6º Colóquio de Matemática da Região Norte

    Promovido pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e organizado pela primeira vez pelo Instituto Federal de Roraima (IFRR), por meio do Campus Boa Vista (CBV), o 6º Colóquio de Matemática da Região Norte já tem data marcada. Ele ocorrerá de 17 a 21 de outubro, de forma 100% virtual. O período de submissão de propostas de minicursos já está aberto e vai até 24 de agosto, por meio do formulário digital disponível no link https://forms.gle/Xpqq4n5TdzT4PvBQA. O público-alvo do evento são estudantes e professores da pós-graduação, da graduação e do ensino básico, além de pesquisadores e profissionais de áreas afins. Conforme a equipe organizadora do colóquio, com base nos eventos remotos realizados pela Coordenação do Curso de Licenciatura em Matemática do CBV, espera-se proporcionar a melhor experiência possível às cerca de 500 pessoas, aproximadamente, que devem participar, entre conferencistas, palestrantes, estudantes, professores e pesquisadores. Os interessados podem acompanhar a página oficial do evento pelo link https://boavista.ifrr.edu.br/vicoloquionorte, onde deverão ser publicadas, em breve, informações sobre novas submissões, inscrições e programação, que contará com palestras, mesas-redondas, minicursos, apresentação de pôsteres, sessões técnicas, relatos de experiência, além do Desafio Virtual de Matemática e do 2º Desafio Brasileiro de Matemática. Além da SBM e do IFRR, apoiam o evento a Universidade Federal de Roraima (UFRR) e a Universidade Estadual de Roraima (Uerr). Outras informações sobre a iniciativa podem ser obtidas pelo e-mail eventos.matematica@ifrr.edu.br. Texto: Ascom/Reitoria – IFRR

  • Afiliadas da ABC apresentam Survey para traçar perfil do jovem cientista brasileiro

    Durante o último dia de atividades da 74ª Reunião Anual da SBPC foi realizado um importante painel sobre os desafios e perspectivas dos jovens cientistas brasileiros. O encontro teve a presença das membras afiliadas da Academia Brasileira de Ciências (ABC) Jaqueline Mesquita e Raquel Minardi, que representaram o grupo de trabalho de afiliados da ABC que vem desenvolvendo um survey para mapear o perfil do jovem pesquisador brasileiro. Também participou da mesa o pesquisador Alessandro Freire, do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), que colaborou na elaboração do survey. Completaram o debate o ex-presidente da SBPC Ildeu Moreira; a pesquisadora do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) Sofia Aranha; e o presidente-eleito da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), Vinicius Soares. Histórico dos pós-graduados brasileiros Nas últimas três décadas o Brasil viu um aumento exponencial na titulação de mestres e doutores. De acordo com dados da Plataforma Sucupira, o país passou de 10 mil mestres formados ao ano em 1996 para 70 mil em 2019, e de menos de 4 mil doutores para quase 25 mil no mesmo período. Mas a tendência de crescimento se reverteu com a pandemia. “Torcemos para que seja apenas um represamento”, disse Sofia Aranha. A pesquisa realizada pelo CGEE mostrou também uma resiliência maior de mestres e doutores no mercado de trabalho. Estes foram menos demitidos que a média nacional durante a recessão que atingiu o país entre 2014 e 2017. Entretanto, a situação vem se deteriorando rapidamente. A tendência é de queda nas remunerações e nas contratações, sobretudo de doutores recém-formados. Some a isso o valor completamente defasado das bolsas de pós-graduação federais – que não são reajustadas desde 2013 – e temos um cenário de fuga da pós graduação. “O Brasil ainda não formou gente suficiente”, alertou Aranha, lembrando que a relação de doutores por habitantes do país ainda está muito aquém dos países desenvolvidos. Na mesma linha, Vinicius Soares defendeu o reajuste urgente das bolsas de pós-graduação para valores compatíveis com a inflação acumulada, e a contagem dos anos de pós-graduação para o tempo previdenciário. Ele lembrou também que o país vem perdendo mão-de-obra qualificada para o subemprego ou para o exterior. “Estamos desperdiçando uma janela demográfica única. A maior parte da população está em idade economicamente ativa, mas acaba em postos de menor qualificação ou trabalhando para o desenvolvimento de outros países”, argumentou. Dentre os problemas listados, o presidente-eleito da ANPG criticou a falta de um plano de desenvolvimento científico que valorize o pesquisador, e o modelo acadêmico atualmente praticado no Brasil, muito voltado para dentro. “Precisamos de um país onde cada pessoa seja introduzida à CT&I desde a escola, e onde os ambientes acadêmico e econômico interajam de forma que mestres e doutores sejam melhor absorvidos pelo mercado de trabalho”. Ainda de acordo com a pesquisa do CGEE, em 2017, 75% dos pós-graduados empregados no Brasil estavam no setor da educação, e, destes, 83% se encontravam alocados no ensino superior. “Óbvio que professores são imprescindíveis, mas temos um contingente grande de mestres e doutores que poderia contribuir também com as necessidades que o mercado atual vem impondo”, concluiu. Ildeu Moreira lembrou de uma pesquisa feita em 2019 pelo INCT em Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia (INCT-CPCT), que revelou que dois terços dos jovens entre 15 e 24 anos têm interesse por ciência, mas a ampla maioria não sabe citar o nome de um pesquisador ou instituição científica brasileira. “Temos a necessidade de aumentar o número de pessoas trabalhando na área, e temos de onde tirar”, afirmou o ex-presidente da SBPC. A afiliada Raquel Minardi durante apresentação no painel virtual. Perfil do Cientista Brasileiro Raquel Minardi e Alessandro Freire apresentaram um pouco do survey que o grupo de trabalho criou para entender melhor quem é o jovem cientista brasileiro. A pesquisa é fruto do trabalho voluntário de 87 pessoas de todas as regiões do país, visando englobar a imensa diversidade nacional e as várias áreas da ciência. “Nosso público-alvo são pessoas que terminaram o doutorado a partir de 2006, e que possuem vínculo formal com instituições de ensino e pesquisa, públicas ou privadas, no Brasil ou no exterior”, explicou Minardi. O formulário aborda diversas questões como: perfil socioeconômico, diversidade de gênero e raça, liderança científica, realização profissional, trajetória, maternidade/paternidade na academia, parcerias com o exterior, fuga de cérebros, dentre outros aspectos. “Esperamos ter resultados elucidativos que sirvam de base para comparações e análises mais aprofundadas, mas, para isso, precisamos da colaboração de todos”, disse Freire. Participe do survey Perfil do Cientista Brasileiro. https://youtu.be/tHtlubmCArk Texto: Marcos Torres/ABC

  • Noticiário SBM #045

    O número #45 do Noticiário SBM está disponível.

  • SBM participa da 74ª Reunião Anual da SBPC

    Sociedade esteve representada com a realização de um painel e uma live A 74ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada entre os dias 24 e 30 de julho, contou com a participação da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM). O evento, com tema “Ciência, independência e soberania nacional”, elaborou uma programação composta por conferências, mesas-redondas, painéis, webminicursos, sessões de pôsteres e outras atividades, como a SBPC Cultural, a SBPC Jovem e o Dia da Família na Ciência. Presidente da Sociedade, Paolo Piccione foi o responsável por coordenar e mediar uma live realizada no dia 26, transmitida no canal da SBM no YouTube, que abordou os impactos da pandemia na saúde mental dos estudantes de pós-graduação, com foco nos programas de pós-graduação em matemática. Dentre os participantes, estavam Walcy Santos, membra da Diretoria da SBM, e Jaqueline Mesquita, Vice-Presidente da Sociedade.  Durante a live, foi mencionado sobre a importante pesquisa que a Sociedade Brasileira de Matemática está liderando, a qual possui o objetivo de entender os impactos da pandemia na saúde mental dos estudantes de pós-graduação na área de matemática, para assim poder construir políticas públicas em conjunto com os PPGs na área de matemática que visem uma melhoria de cenário. Este grupo de trabalho é formado por pesquisadores de diferentes formações, desde matemáticos a cientistas políticos e psicólogos.   A mesa na Reunião da SBPC contou também com a participação do cientista político Alessandro Freire (IDP), que faz parte deste grupo de trabalho da SBM nesta pesquisa e teve um papel protagonista na elaboração do survey para a coleta de dados. Ele explicou em sua fala como se deu a construção técnica do survey e também mencionou que este agora está sendo avaliado pelo Comitê de Ética para ser encaminhado aos Programas de Pós-Graduação em Matemática para ser feita a coleta de dados.  Jaqueline Mesquita também enfatizou que esta pesquisa realizada pela SBM é dividida em duas partes, sendo a primeira destinada à coleta de dados por meio do survey, enquanto que a segunda se destina à coleta de dados dos próprios Programas de Pós-Graduação em Matemática. Após a coleta de todos os dados, será feita uma análise estatística, e depois, esses dados serão divulgados para a comunidade matemática brasileira para que se possa construir políticas públicas em prol do ensino da matemática.  O painel também contou com a presença do professor Carlos Netto (UFRGS), que esteve à frente da Covid-19 e liderou pesquisas sobre o tema. A fala dele trouxe dados importantes para uma importante reflexão do impacto da pandemia em diferentes aspectos, bem como sobre formas de lidar com o período pós-pandemia. A mesa ainda teve a participação da professora Miriam da Silva Pereira (UFPB), que é a atual coordenadora de Graduação em Matemática da instituição. Ela relatou sobre como a  pandemia afetou o ingresso dos estudantes na Pós-Graduação em Matemática, e também sobre a falta de perspectiva dos estudantes de graduação em seguirem carreira acadêmica.  A mesa, dentro da Programação da Reunião Anual da SBPC, promoveu um debate muito importante sobre os impactos da pandemia e foi uma oportunidade de divulgar o trabalho que está sendo desenvolvido pela Sociedade Brasileira de Matemática.  A vice-presidente da SBM ainda participou como coordenadora de um outro painel do evento, que teve como tema os desafios e perspectivas dos jovens cientistas atuando no Brasil nos próximos anos. Na atividade, foram discutidos os desafios e os principais dilemas enfrentados pelos jovens cientistas no Brasil atualmente diante da escassez de recursos, bem como o impacto deste cenário na evasão de muitos pesquisadores altamente qualificados em busca de melhores alternativas. O debate se deu pela configuração de um cenário bastante preocupante para a ciência brasileira, uma vez que é de suma importância que sejam oferecidas condições a esses cientistas para garantirem sua permanência no Brasil, de modo que possam trabalhar para o desenvolvimento do país. Além disso, também foram debatidas outras questões importantes, como formação, pesquisa, atuação profissional, planejamento, perspectivas e a situação do Brasil dentro deste cenário. Realizada pela SBPC em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), a Reunião foi feita em formato híbrido, com as atividades presenciais sendo realizadas nos quatro campi da UnB – Brasília, Ceilândia, Gama e Planaltina.  Organizadas desde 1949 de forma ininterrupta, as Reuniões Anuais da SBPC sempre contam com a participação de representantes de sociedades científicas, autoridades e gestores do sistema nacional de ciência e tecnologia, incluindo a SBM. Os objetivos principais são os de debater políticas públicas nas áreas de Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação e de difundir os avanços da Ciência nas diversas áreas do conhecimento para toda a população.

  • De forma inédita, Brasil conquista dois ouros na IMO

    Delegação brasileira também obteve uma prata, dois bronzes e uma menção honrosa A 63ª edição da Olimpíada Internacional de Matemática (IMO) foi marcada por um feito inédito para a delegação brasileira. Pela primeira vez, os estudantes do Brasil conquistaram duas medalhas de ouro numa mesma edição da IMO. A Olimpíada foi realizada em Oslo, na Noruega, entre os dias 6 e 16 de julho, e a equipe nacional também foi premiada com uma medalha de prata, duas de bronze e uma menção honrosa. Após dois anos de competições virtuais devido à pandemia de Covid-19, a IMO voltou a ser realizada em formato presencial. Principal evento do calendário internacional, a Olimpíada contou com a participação de 589 estudantes, de 104 países. A delegação brasileira foi liderada pelos professores Régis Prado Barbosa e Rafael Miyazaki – ambos de São Paulo – e contou com seis estudantes ao todo.  As medalhas de ouro foram obtidas por Olavo Paschoal Longo, de São Paulo (SP), e Marcelo Machado Lage, de Belo Horizonte (MG). A medalha de prata foi conquistada por Rodrigo Salgado Domingos Porto, do Rio de Janeiro (RJ). Os estudantes Eduardo Henrique Rodrigues do Nascimento, de Goiânia (GO) e Gabriel Cruz Vitale Torkomian, de São Paulo (SP), obtiveram medalhas de bronze. João Pedro Ramos Viana Costa, de Fortaleza (CE), ficou com a menção honrosa. Sendo assim, todos os brasileiros foram premiados de alguma forma. Para chegar até lá, os estudantes foram selecionados a partir da 43ª Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), competição realizada pela Associação Olimpíada Brasileira de Matemática (AOBM) e que conta com o apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Matemática (INCT-Mat). Os estudantes foram premiados no nível 3 da competição para chegar até a Noruega. Além dos resultados na OBM, também foi considerado o desempenho obtido nas três provas de seleção que foram aplicadas nos meses de abril e maio deste ano.  Divididas em dois dias, as provas da IMO possuíam três problemas diários para serem resolvidos em 4 horas e 30 minutos. Com o resultado obtido, o Brasil volta da Noruega ocupando a 19ª posição no ranking geral por países, com 173 pontos. A equipe da China foi a melhor colocada, com 252 pontos (máximo possível), seguida pelas equipes da Coreia, com 208, e dos Estados Unidos, com 207. Para o professor Régis, líder da equipe, o resultado deste ano demonstra o bom trabalho que vem sendo realizado na preparação dos estudantes que representam o Brasil. “Estamos muito felizes com os resultados dos nossos alunos. É a primeira vez que temos duas medalhas de ouro numa mesma edição da IMO e penso que isso demonstra a solidez dos nossos treinamentos. O foco final que a equipe teve no último treinamento realizado em São Paulo, além de todo o trabalho que todos os professores do Brasil e da comissão nacional de olimpíadas vêm desenvolvendo fica demonstrado nos bons resultados que estamos atingindo. Conquistar duas medalhas numa IMO é um resultado realmente marcante para o Brasil e que deixa todo mundo animado para continuar fazendo um bom trabalho nos próximos anos”, comemorou. Um dos medalhistas de ouro, o estudante Olavo Paschoal Longo celebrou a conquista. “Esse resultado marca o fim de uma jornada de muita dedicação e alegria dentro da Olimpíada de Matemática. Fico feliz de poder encerrá-la da melhor maneira possível. A medalha de ouro é fruto do trabalho de muitas pessoas que me ensinaram ao longo do caminho, em especial o professor Régis Prado Barbosa, que me apresentou o mundo da Matemática. Acredito que a minha experiência em olimpíada poderá ser um diferencial na minha carreira”, afirmou. O diretor-geral do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), Marcelo Viana, também celebrou o resultado. “A Olimpíada Brasileira de Matemática, que promove a participação do Brasil na IMO, e os nossos representantes na IMO 2022, estão de parabéns por este excelente resultado. É a demonstração da força e do talento matemático entre os nossos jovens”. Histórico do Brasil na IMO A Olimpíada Internacional de Matemática (IMO) é a mais antiga, maior e mais prestigiosa de todas as olimpíadas científicas do mundo. Realizada desde 1959, a competição envolve a participação de jovens estudantes do ensino médio de mais de 100 países.  Desde a primeira medalha de ouro obtida pelo Brasil, em 1981, as equipes brasileiras conquistaram 152 medalhas, sendo 13 de ouro, 53 de prata e 86 de bronze, além de 35 menções honrosas. É o país latino-americano com o melhor retrospecto na história da competição. Semana Olímpica 2022 Desde o último domingo (17), está sendo realizada a 25ª edição da Semana Olímpica. Organizado anualmente desde 1998, o evento é uma atividade que envolve os medalhistas da Olimpíada Brasileira de Matemática. Durante uma semana, os alunos participam de aulas avançadas de Matemática, frequentam palestras de orientação acadêmica e têm a oportunidade de interagir com outros estudantes em atividades recreativas.  É um momento de celebrar, mas também de proporcionar um treinamento intensivo aos jovens matemáticos com professores de diversas partes do país. Neste ano, o evento está sendo realizado em Recife (PE). Participam desde alunos do 6º ano do Ensino Fundamental até estudantes universitários. A Vice-Presidente da SBM, Jaqueline Mesquita, é a representante da Sociedade no evento. O encerramento está programado para este final de semana, no dia 23, quando será realizada a cerimônia de premiação da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) e do Torneio Meninas na Matemática (TM²). Esta, inclusive, é a primeira vez que o evento conta com a presença das meninas premiadas no TM², competição que incentiva o crescimento feminino nas Olimpíadas de Matemática do Brasil e do mundo. A Semana Olímpica é realizada pela Associação da Olimpíada Brasileira de Matemática (AOBM) e conta com o apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do INCT-MAT e patrocínio da Fintech – Leia Mais –

  • INCTMat Chamada 01/2023 – Concessão de apoio financeiro a eventos científicos no Brasil

    O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Matemática – INCTMat está com chamada aberta para solicitação/pedidos de apoio financeiro a eventos científicos no Brasil, com realização entre janeiro e junho de 2023, visando a promoção e divulgação da matemática e suas aplicações, oferecidas pelo projeto do INCTMat financiado pelo CNPq e pela FAPERJ. Os projetos financiados pelo INCTMat serão avaliados considerando os seguintes critérios: Eventos realizados no Brasil, durante o 1º semestre do ano de 2023;Qualidade científica e acadêmica;Relevância científica do evento em relação ao contexto local;Impacto do projeto no desenvolvimento local e regional;Confiabilidade do orçamento estimado;Compromisso financeiro de instituições locais;Comprometimento com a diversidade na comunidade matemática. O INCTMat irá financiar eventos presenciais que reflitam de forma adequada a diversidade de gênero e regional da comunidade matemática no Comitê Científico, Comissão Organizadora e relação de palestrantes. O apoio financeiro está limitado até o valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) por evento para uso exclusivamente com pagamento em diárias aos participantes. Para que a proposta seja analisada, é imprescindível o envio da documentação descrita no edital, para o endereço eletrônico inctmat@impa.br e envio de formulário online até o dia 01/09/2022. O edital desta chamada está disponível no site do INCTMat. As solicitações serão analisadas pelo Comitê Gestor do INCTMat e o resultado divulgado até o dia 01/11/2022, conforme calendário abaixo: CALENDÁRIO: Período para envio da Proposta: 15/07/2022 a 01/09/2022 Divulgação do Resultado: 01/11/2022 cartaz-a3Baixar

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