Evento satélite do 17º General TWAS Meeting promove diálogo internacional sobre ciência, tecnologia e sustentabilidade

De hoje (25) até sábado (27), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) sediará o The World Academy of Science Young Affiliates Network 2025 (TYAN), evento satélite do 17º General TWAS Meeting, principal encontro da Academia Mundial de Ciências (TWAS). O TYAN 2025 reunirá pesquisadores de diversas áreas para debater temas urgentes e estratégicos para o futuro da ciência, sob o eixo “Ciência, Inovação e Desenvolvimento Sustentável”.
Criada em 2016 pela TWAS, a Rede de Jovens Afiliados (TYAN) tem como objetivo valorizar e conectar jovens cientistas talentosos do mundo em desenvolvimento. A cada ano, até 25 pesquisadores com menos de 40 anos são selecionados para integrar a rede por seis anos. Atualmente, o grupo reúne mais de 400 afiliados e ex-afiliados, de 82 países, que compõem uma comunidade internacional engajada em promover a ciência de ponta e em fortalecer a cooperação científica global.

Para a Presidente da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e professora da Unicamp, Jaqueline Mesquita, a realização do encontro no Brasil representa uma oportunidade única de diálogo. “Ter esse evento satélite, com jovens que são futuras lideranças de diversos países é extremamente importante. Cada vez mais precisamos de colaborações e networking para trabalhar de forma interdisciplinar diante dos desafios globais, como pandemia, aquecimento global, desenvolvimento sustentável, desigualdade de gênero e inclusão de grupos minoritários”, destaca a docente que também integra a comissão organizadora.
A Presidente da SBM acrescenta que o encontro está alinhado à agenda dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) ao propor reflexões sobre ciência, tecnologia e inovação em diálogo com os grandes desafios globais. Segundo ela, temas emergentes, como inteligência artificial, também terão espaço no debate, dada sua crescente influência em diferentes áreas do conhecimento.
Destaques da programação
Durante os três dias de atividades, o encontro reunirá 14 plenárias com nomes de destaque da ciência brasileira e internacional, além de jovens afiliados do TYAN, que apresentarão suas pesquisas e as ações do comitê executivo da rede. Entre os participantes estão: Helena Nader, Presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC); o professor Antônio Gomes, ex-membro afiliado da Academia Mundial de Ciências e atual integrante da CAPES; e Marcelo Knobel, ex-reitor da Unicamp e atual diretor da TWAS.

A programação contará ainda com uma mesa-redonda entre sociedades científicas e palestras de pesquisadores renomados, como Vanderlan Bolzani, referência em Química e integrante de diversas academias de ciências, e Paulo Artaxo, especialista em mudanças climáticas e participante ativo da COP 30 e do G20. O evento também abrirá espaço para jovens pesquisadores apresentarem seus trabalhos em sessões de pôsteres.
A Ciência Brasileira na vanguarda
O tema escolhido para o TYAN 2025, “Ciência, Inovação e Desenvolvimento Sustentável”, coloca em destaque o papel da pesquisa científica como motor de transformação social, tecnológica e ambiental. A Presidente da SBM rememora que nos últimos anos, o Brasil tem assumido protagonismo nessas pautas: sediou o G20, será palco da COP 30 e tem desempenhado papel central nas discussões globais sobre desenvolvimento sustentável.
“Em 2014, o Brasil conquistou a medalha Fields, equivalente ao Nobel da matemática, mostrando seu protagonismo. Além disso, foram firmadas várias parcerias entre agências de fomento brasileiras e internacionais, possibilitando doutorados-sanduíche, pós-doutorados e maior inserção internacional”, enfatiza.
O eixo temático, somado ao intercâmbio científico e à cooperação entre jovens talentos e pesquisadores de renome, consolida o Brasil na vanguarda das discussões prementes da ciência contemporânea. “Sem dúvida, a ciência brasileira tem muito a contribuir para pensar, junto com a comunidade científica internacional, onde queremos estar nas próximas décadas. Isso será muito importante e produtivo e certamente trará benefícios para o Brasil e para a ciência mundial”, finaliza.