Programação

Programação Preliminar

Em caso de dúvida, por favor escreva para a coordenação geral do evento, através do endereço eletrônico miriamt@mat.ufrgs.br . Em breve disponibilizaremos informações acerca da formatação e dos horários de pôsteres.

RESUMOS

Sobre o livro O mundo chato de Eratóstenes: muito além da história

Ministrante: Lisandra de Oliveira Sauer (UFPel)

Horário: 03/12, 15h30min

Resumo: Em pesquisa realizada pela Datafolha, realizada em julho de 2019, apontou que 90% dos brasileiros consideravam que a Terra é redonda, 7% plana e 4% não souberam responder, entre os dias 08 a 11 de abril de 2024, retornou a perguntar aos brasileiros, com idade superior a 16 anos, sobre o formato do planeta Terra, obtendo que: 90% dos brasileiros acreditam que o planeta Terra é redondo, 8% que é plano e 3% não souberam responder. Atualmente, o Brasil conta com uma população de 213,4 milhões de habitantes, 10% da população não acreditar que a Terra é não é quase uma esfera, dá margem para outros questionamentos contra a ciência. No documentário: A Terra é plana, disponível no Netflix, um dos personagens reais se afirma com relação as pessoas que tentam convencê-lo sobre a esfericidade do planeta Terra: “jogam matemática em cima da gente”. O que importa, para ele, não é o que a ciência diz, mas o que nós experimentamos, o que vemos.

Motivada por perceber que a terra não é plana sem precisar de uma viagem espacial me deparei com o Experimento de Eratóstenes. Minha formação matemática berrava por respostas: por que esse experimento é suficiente? Qual geometria está por trás dele? Como convencer a humanidade a partir desse experimento, nos dias atuais?

No dia 21 de dezembro de 2020, solstício no hemisfério sul, realizamos uma live com astrônomos e estudantes de diversas regiões do Brasil e também de Moçambique e de Timor Leste, todos falantes de língua portuguesa para repetir o experimento de Eratóstenes. Essa live, foi transmitida pelo canal Tributo a Geometria.

Mas ficou uma inquietação: como divulgar essas descobertas para o público em geral? Com a consultoria de alguns astrônomos e um historiador em cultura grega da antiguidade montamos um instrumento de divulgação, belamente ilustrado em aquarela pela artista Stela Kub.. e publicado pela SBM, um e-book chamado: O Mundo Nada chato de Eratóstenes. Com base no livro, outros instrumentos foram gerados: um vídeo e uma história em quadrinhos. Ficou curiosa ou curioso? Então venha participar.

Modelando com cubos: uma proposta lúdica com tarefas abertas

Ministrante: Diego Lieban (IFRS – Campus Bento Gonçalves)

Horário: 03/12, 15h30min

Resumo: Nesta oficina, apresentaremos estratégias de modelagem 3D com Tinkercad e GeoGebra, a partir de tarefas abertas que valorizem a prática criativa e colaborativa no ensino e aprendizagem de matemática. A oficina será complementada pela exposição interativa de materiais pedagógicos físicos desenvolvidos com impressão 3D e corte a laser em espaços makers do IFRS.

Sociologia, Marketing Científico e os 4D’s: fundamentos para a Divulgação da Matemática

Ministrante: Marcela Duarte Ferrari (UEM)  

Horário: 03/12, 15h30min 

Resumo: O minicurso apresenta uma proposta para estruturar a Divulgação da Matemática a partir de um modelo teórico-metodológico ancorado no Marketing Científico. Partindo do pressuposto de que a democratização do conhecimento matemático é essencial para fortalecer a participação social em debates científicos, propõe-se a sistematização do modelo dos 4D’s: Dados, Demanda, Distribuição e Disseminação, como ferramenta estratégica para planejar, avaliar e executar ações de popularização da matemática.

O percurso da apresentação discutirá, em primeiro lugar, a diferença entre Comunicação Científica e Divulgação da Matemática, ressaltando seus públicos e formatos. Em seguida, serão revisitados os modelos consagrados da comunicação pública da ciência:  Déficit, Diálogo, Participação e AEIOU, para situar a proposta em um campo teórico consolidado. A partir daí, será detalhado como os 4D’s podem ser aplicados à matemática: desde a análise do público-alvo e suas motivações até a escolha de canais de comunicação, linguagens acessíveis, ferramentas digitais e estratégias de avaliação de impacto.

Por fim, serão discutidos os desafios e as oportunidades de consolidar a Divulgação da Matemática como parte indissociável da tríade universitária ensino, pesquisa e extensão, contribuindo para desmistificar a matemática, torná-la socialmente relevante e ampliar seu alcance junto a diferentes públicos.

Projetando Ações de Popularização da Matemática

Ministrante: Cláudia Rebouças Fernandes

Horário: 04/12, 15h30min

Resumo: Nesta oficina discutiremos critérios e estratégias para a seleção de problemas matemáticos adequados a ações de divulgação matemática. Abordaremos aspectos de curadoria, tais como relevância conceitual, clareza estrutural, potencial de generalização e adequação ao público-alvo. Serão apresentados exemplos de problemas utilizados em ações de popularização, destacando diferentes modos de exploração e mediação. A proposta inclui ainda um momento prático de concepção de materiais ou propostas de ação, estimulando a criação colaborativa e a troca de experiências entre os participantes.

1,2,3… Era uma vez: contação de histórias e a Matemática

Ministrante: Gislene Sapata Rodrigues (Bibliotecária do IME/UFRGS)

Horário: 04/12, 15h30min

Esta oficina foi projetada para explorar conceitos matemáticos a partir das contação de histórias, combinando com o uso de diversos recursos e dicas para encantar e divertir a sua plateia.


What do you mean by a Möbius strip? And by a Klein bottle?

Moira Chas – Stony Brook

03/12, 14h25min

Resumo: Certain mathematical objects have Internet fame: the Möbius strip, the Klein bottle, and the fourth dimension.

In this age of short attention spans, quick descriptions are repeated everywhere, but their frequency is sometimes inversely proportional to their accuracy.

In this talk, I will explain what mathematicians actually mean by a Möbius strip and a Klein bottle, and how they were discovered. I will also highlight some unexpected properties.

If time permits, I will also talk about the fourth dimension and the work of Alicia Boole Stott on its geometry.

O Projeto Klein de Matemática: seu significado, o que foi realizado e a potencialidade para prosseguir em nova fase

Yuriko Baldin – UFSCar

03/12, 17h

Matemateca do IMEUSP: história, identidade e reflexões

Eduardo Colli – USP

04/12, 9h25min

Resumo: Faremos uma breve apresentação da Matemateca do IMEUSP, que é um acervo de objetos físicos interativos para a divulgação da Matemática. Com mais de duas décadas de experiência, nossa intenção é contar como trabalhamos, o que já aprendemos e o que ainda gostaríamos de fazer.

Artemática: entrelaçamentos entre a divulgação científica, a Matemática e Arte

Cristina Vaz – UFPA

04/12, 17h

Resumo: Nesta palestra, apresentaremos ações interdisciplinares inspiradas na Abordagem STEAM e na Cultura Maker que popularizaram a Matemática usando a Arte como estratégia pedagógica e de divulgação científica, na perspectiva da criatividade, da experimentação e da ludicidade. Entre elas, destacamos oficinas pedagógicas, Feira Arte Maker, Mostra MaTeAr na Bienal de Matemática, Atelier Artemática e produção de material didático.

Por uma Educação Matemática para Adiar o Fim do Mundo

Victor Giraldo

05/12, 9h25min

Resumo: Nos últimos anos, posicionamentos decoloniais têm sido amplamente debatidos – defendidos e criticados – nos meios educacionais, especialmente nas componentes curriculares associadas às humanidades, artes e linguagens. Frente a esses debates, temos nos perguntando: Mas o que a Matemática tem a ver com isso? Nessa apresentação, abordaremos essa pergunta, refletindo sobre o lugar da Matemática, como campo de conhecimentos e como componente curricular escolar, nas sociedades contemporâneas. Para tanto, começaremos destacando possíveis sentidos de jargões comuns que idealizam a disciplina, tais como: “A Matemática está em tudo”.

Discutiremos uma perspectiva de Matemática Problematizada, segundo a qual os problemas – e não as soluções – constituem a categoria central da Matemática; e dúvidas e questionamentos não representam faltas de conhecimento – mas sim o próprio saber. Ilustraremos nossa discussão com questionamentos comuns por parte de estudantes na educação básica, tais como: Por que as frações também são números? Como sabemos que 37 existe? O número 0,999… é menor que 1 ou igual a 1? O número  tem um valor exato? Por fim, defenderemos uma abordagem de Matemática em que procuramos escutar os estudantes com referência na invenção, e não na estrutura – isto é, uma Educação Matemática para adiar o fim do mundo.

Popularização Matemática: Uma defesa da diversidade 

Pedro Roitman – UnB

05/12, 13h40min

Resumo: Um dilema se coloca aos que se aventuram a fazer popularização da Matemática: seguir ou não seguir um método, eis a questão! 

Nosso treinamento como cientistas e matemáticos profissionais nos leva naturalmente a buscar boas definições, métodos eficientes para resolução de problemas, sistematizações, classificações e teorias gerais que nos mostram o que é essencial e importante em um determinado assunto. 

Mas, será que esse arcabouço cultural, forjado na comunidade matemática ao longo de séculos, é necessariamente vantajoso quando se trata de fazer divulgação ou popularização científica? Ou será, paradoxalmente, uma espécie de armadilha? 

Discutirei essa questão, via exemplos no campo da popularização matemática, e falarei um pouco da minha própria experiência nesse campo.


Mesa Redonda 1: A popularização da ciência no Brasil: desafios da valorização e do fomento à divulgação científica

03/12, 17h50min

Esta mesa pretende trazer reflexões e possíveis direções a serem seguidas, ressaltando a importância de boas políticas públicas na implementação de ações de popularização da Matemática.

Participantes: Juliana Theodoro Lima (UFAL), Jorge Lira (UFC), Laura Rifo, Ricardo Biloti (Unicamp). Mediação: Maité Kulesza (UFRPE).

Mesa Redonda 2: Diversidade e inclusão em ações de divulgação e popularização da Matemática

04/12, 10h30min

Esta mesa redonda pretende promover reflexões importantes acerca da necessidade de pensar ações de divulgação e popularização da Matemática sob o ponto de vista da diversidade e da inclusão. 

Participantes: Juliana Miranda (UFAM), Jéssica Norberto (Fundação Cecierj), Erikah Souza (Doutoranda UFRJ). Mediação: Luciana Aparecida Elias (UFJ)

Roda de conversa: Divulgação e Popularização da Matemática no PROFMAT

04/12, 13h40min

Mediadores: Gustavo Araújo (Coordenador Nacional do PROFMAT 2023-2025, UEPB), Jaqueline Godoy Mesquita (Presidenta da SBM, Unicamp).

Mesa Redonda 3: O papel da divulgação matemática nas salas de aula da Educação Básica

04/12, 17h50min

Mesa redonda para trazer reflexões acerca da seguinte pergunta central: como as ações de divulgação e popularização da Matemática dialogam com o dia-a-dia da sala de aula na Educação Básica?

Participantes: Ana Paula Gonçalves (Professora da Educação Básica no município do Rio de Janeiro), Beatriz Ribeiro (Coordenadora do projeto “Caravana da Matemática”, UFJF), Pedro Roitman (UnB). Mediação: Rita Santos Guimarães (IME-USP).

Mesa Redonda 4: O potencial das Olimpíadas na Popularização da Matemática

05/12, 10h30min

Com objetivo de trazer reflexões acerca de como as olimpíadas da Matemática podem contribuir com sua popularização. 

Participantes: Bruna Enne (OBM-LIBRAS), Cristina Meneguello (Unicamp. representante, no Comitê Pop, do Fórum Nacional das Olimpíadas Científicas) e Edmilson Motta (equipe OBM). Mediação: Marcelo Firer (Unicamp).