Autor: Jorge Carvalho Brandão

Resumo:
Estando um discente cego ou com baixa visão incluído na escola regular ou em uma instituição de ensino superior, de que forma adequar o ensino de matemática contemplando-o e também estimulando a curiosidade dos discentes sem deficiência visual? Responder ao questionamento é objetivo deste. Não obstante, procurar interagir de maneira harmônica a álgebra, a geometria e a aritmética. Faz-se um recorte, em relação a seriação, do sexto do Ensino Fundamental até o cálculo de áreas (adaptação do Teorema Fundamental do Cálculo) para funções com uma variável. Como percurso metodológico, parte do ato de contar histórias, contextualizadas ou vivenciadas por membros do corpo discente, para inserir determinado conteúdo matemático. Dos conceitos matemáticos que devem ser apreendidos, são inseridos materiais que podem ser adaptados (tais como origamis, tangrans, poliminós, etc.). Tal estratégia tem demonstrado sua eficácia ao longo de quase dez anos de observações em discentes de escolas tanto públicas quanto particulares no Estado do Ceará quanto cursando a disciplina de Cálculo Diferencial e Integral com uma variável na Universidade Federal do Ceará (UFC).